domingo, 29 de março de 2015

Review: Watch Dogs


Sabe aquele show que tenta ser adulto e falha miseravelmente? Tipo, Smallvile ou então qualquer seriado da Warner que não seja de comédia? Então. É essa a impressão que tenho com Watch_Dogs.
Watch_Dogs é uma decepção maior do que o que sua mulher sente quando olha pro lado da cama de manhã. Quando anunciado em 2012, confesso, eu criei hype. Diabos, o jogo era lindo, tinha um monte de efeito foda e prometia mexer com um conceito de gameplay bem interessante.

E TODOS NÓS SABEMOS COMO ISSO DEU CERTO NÉ? Fóruns do mundo todo, recheados por gente mais delicada do que parede de chapisco, fizeram mais e mais comparações com GTA 4. Sim, isso mesmo, com GTA 4, porque se comparassem com o 5 ia ser vandalismo demais e acho que não haveria KY o suficiente para a Ubisoft se besuntar.

“Sim Thyago, disso eu já sei. Então me diga o que você acha desse jogo? Meu dia não pode começar sem eu saber o que um zé da internet acha de um jogo!”

Eu... estou confuso.

Por um lado, tem muita, mas muita coisa que gostei enquanto assistia esse cachorros (*preenche o bingo de piadas obrigatórias com o nome desse jogo*), mas, por outro lado... eu me sinto sacaneado.
Primeiro que essa porra aqui é tudo menos um jogo de PS4. Isso aqui é um jogo de PS3 em que destravaram o efeito de fumacinha mais bonita. Nada, em absolutamente nada, tem alguma coisa aqui que eu já não tenha visto no PS3 visualmente.

Por outro lado... achei bastante divertido e, pasmem, funcional chegar por aí hackeando.
Porque ser um “pirata da rede mundial de computadores – a internet” nesse jogo é sim divertido, especialmente nas missões opcionais. Invadir remotamente um servidor e com a ajuda de câmeras e de “iscas” que vão fazendo cada capanga ser atraído para armadilhas é muuuuito mais divertido que simplesmente chegar e atirar em todo mundo. Aliás, como Aiden (o protagonista, mas já já falo dele) é delicado como prega de menina de 18 anos, a pior estratégia possível é chegar atirando nos inimigos. Mesmo os inimigos tendo o Q.I. de uma ameba em coma com Alzheimer. E pelo visto a nova moda é amarrar a porra de uma C4 no celular. O jogo dá a desculpa que você está fazendo a bateria dele explodir, mas eu já causei explosões que fariam a ISIS me mandar uns parabéns só fazendo o celular do cara explodir. Acho que todo mundo anda com um Galaxy S4, vai entender.

Mas vamos falar um pouco de Aiden. Na verdade, o protagonista deste jogo é o PIOR PROBLEMA QUE TEM NESSA BIROSCA. A campanha principal é um saco. As missões são fáceis, a história se arrasta e você só quer jogar para poder destravar mais missões optativas, que são beeeem mais divertidas e interessantes.

Aiden se mete a vigilante e se inspirou no Batman do Christian Bale, porque ele também adora falar com uma voz tão forçadamente grave que eu me pergunto se o dublador dele não socava um liquidificador todo santo dia antes de gravar. Sabe quando você quer fazer que alguém é “profundo, cheio de conflitos” e daí bota ele de sobretudo, bota a voz mais grave possível pra dar um arzinho de conflito mas na verdade dá a impressão que um menino de 10 anos querendo fazer uma voz grossa que dublou ele (E olha que eu adoro o dublador do Aiden, o Noam Jenkins).



O melhor de Watch_Dogs, infelizmente, estão nas missões opcionais de comboios (em que você tem que deter um comboio e matar ou nocautear o alvo da maneira que quiser) e de esconderijos de gangues (na qual você tem que se infiltrar e nocautear um alvo). Dinheiro não tem significado. Entrei duas vezes em uma loja de arma e pronto. Nunca mais. Entro mais na loja para comprar componentes que uso para fazer bombas e outras coisas de hackear (como bloquear o sinal para chamar reforços ou a polícia ou então para detectar todos os inimigos de uma área) do que comprando qualquer outra coisa.

Outro defeito: o jogo tem um negócio de “karma”, que lhe premia sempre que você atende um crime que esteja acontecendo mas em nada, NADA, isso vai influenciar seu jogo. Quiser fazer 20 delas (que são rapidinhas mesmo) pra destravar o troféu e seguir sua vida, faça isso, você ganha mais.
De resto, sinto que o jogo foi muito criticado, de forma justa até, mas, é competente. Diverte, nem chega perto de arranhar GTA 4 ou 5 em nenhum quesito. Tem várias missões opcionais que são basicamente “scaneie isso daqui e no final ganhe uma missãozinha extra”. Mas quando você está sendo perseguido por 5 carros que estão atirando em você e daí você faz um bueiro explodir embaixo deles, ou abre o sinal e faz um caminhão acertá-los, ou enquanto persegue alguém e faz com que bloqueios subam e parem o carro, não vou mentir, é bem legal.

Nota mental: não comprar celulares amarrados a granadas.

Review: Destiny



Eu deveria ter aprendido uma lição: nunca entre no hype alheio. Nunca, nunquinha.
Mas nãããão, o besta aqui TINHA que comprar um jogo que tava deixando todo mundo animado pra jogar que não fosse ele. Vamo lá, BANG! 180 pau a menos no cartão de crédito (créditooooooooooooooooooooooooooo), vamos comprar isso aqui e jogar.

Hmmm, pessoal tem reclamado de umas paradas... mas será que é mesmo? Vamos ver...
...
...
...

E NÃO É QUE É VERDADE?!?!?!?

Desculpem pela introdução no melhor estilo de Youtuber que começa o vídeo falando "Relou gueimêêêêêêrs, tudo bem com vocêish moçada irada?", mas eu senti dessa vez ser necessário. De novo, eu sei, repeti uma piada, mas Destiny fica se repetindo direto e tem besta que bate palma, acho que vocês podem aguentar uma piada repetida.

Digamos que um dia eu resolvesse fazer um mod de Borderlands, só que eu retiraria todo o bom humor, todo o sistema de loot com aleatoriedade e recompensas para as armas de verdade (na qual um chefe tem mais chance de dropar uma arma rara do que um doidim qualquer), toda a história que, mesmo não sendo lá muito séria PELO MENOS ESTÁ LÁ, eu teria Destiny.

Destiny é open-world só que não, já que eu tenho que ficar de olho se não pulo uma cerquinha e cair para minha morte porque saí da área do joguinho, então open-world aqui é do tamanho de São José da Lagoa Tapada na Paraíba (essa cidade existe, pode ir checar). É um mundo de segunda, sendo que "segunda" é quando eu engato a segunda marcha do carro e pronto, acabou o mundo.

Além disso, ele chega pra mim e diz "ooow, você vai fazer essa missão sozinho? Ok... opa, nossos servidores caíram. Isso não deveria importar para você mas mesmo assim vamos te tirar do jogo, e que se FODA o seu progresso".



Já teve mais de três vezes que eu estava no meio de completar uma patrulha e essa bosta caiu. Se isso caísse no meio de uma strike mission, eu te garanto que não haveria mais disco e caixa desse jogo sobreviventes.

Neste jogo, temos três raças para escolher que são as três graças: a desgraça, a sem graça e a nem de graça, já que escolher uma raça nesse jogo não influencia em porra nenhuma. Daí você escolhe se quer ser uma das três classes diferentes.

Três. Classes.
 
*sigh*

Cada missão nesse jogo no modo história se resume a levar o Ghost para um canto, em que ele fica se sacudindo feito um pompom de quem é chegado em furrys. Em seguida, vem umas 4 ou 5 ondas de inimigos. Alguns vem correndo para morrer com um lindo headshot. Outros se escondem, olham, saem, fazem pose e daí atiram. Outros dão tiros e até se esquivam quando são atingidos, também atirando balas teleguiadas, o seja, os únicos que são alguma ameaça real nesse jogo.

E é isso, direto. Nem sequer você tem a sensação que progride em alguma coisa porque fica revisitando os mesmos lugares sem parar.

Reaproveitamente de cenário aqui foi ao máximo. E nunca tem alguma novidade. Achou uma caverna? Que legal, o que tem dentNADA, NUM TEM NADA ALI, SIGA SEU WAYPOINT PORQUE ISSO É UM JOGO DE "MUNDO ABERTO".

Mas ok, vamos jogar cooperativo. Olá carinha desconhecido, quer que eu jogue com você? Thuuuudhu bien, deixa eu aceitar seu convite e vamos lá, afinal, você está em pé na minha frente, matando os mesmos monstros que eu, não vou precisar esperar nada, só dar o OK né? NÃO! Senta aí, encara essa tela de loading, você aparece láááá no começo do cenário enquanto o outro tá na pqp.

O jogo começa sem pé nem cabeça, segue sem pé nem cabeça e termina com os pés no tronco, a cabeça na virilha e o tronco nas mãos. Tudo ali está para ser terminado "nas próximas atualizações". Atualizações pagas.

Paguei 180 pila pra me chegar um produto feito pela metade, cheio de repetição da MESMA missão que se passam nos mesmos cenários e que você ainda é obrigado a ficar fazendo grind ali. Me desculpe mas eu que comprei o jogo e não sou obrigado a porra nenhuma. Não sou obrigado a jogar online direto, muito menos a ficar jogando a mesma coisa todo tempo.

Eu tava com dúvida se juntava dinheiro pra comprar Lords of the Fallen, bem, já vi que não preciso porque essa bomba aqui já vai ser vendida. Seja feliz o próximo comprador.

Abraços.

Mini-Review: The Binding of Isaac: Rebirth





Biding of Isaac: o que caralhos é isso minha gente... sério, tem uns monstros lá que são bem perturbadores...

O jogo tem um pouco de Zelda, mas com cocô e fetos mal formados que choram sangue.
...como eu gostaria de estar inventando isso.

Neste jogo, temos o pequeno Isaac que precisou fugir da mãe fundamentalista homicida que, ouvindo uma voz sabe-se lá de onde, tenta matar o pirralho. Desesperado, ele pula em um alçapão para o porão... onde ele descobre que, de repente, não é o primeiro que foge por ali.

Tendo como arma apenas suas lágrimas (isso mesmo, ele ataca chorando), ele deve sobreviver enfrentando cada... "irmão"... que sobrou naquele porão.

O valor de replay desse jogo é enorme. Cada sala, cada power-up, cada inimigo, é randomicamente gerado, o que faz cada vez que você entra numa sala seja uma nova interação e inimigos diferentes, em quantidades também diferentes.

Já os power-ups que você encontra também são oferecidos para você de forma randômica. E os efeitos deles são bem imaginativos. Desde aumentar a quantidade de projéteis você pode lançar, ou criar um rastro de veneno onde você passa, ou então caso um inimigo atinja você ele ficar paralisado (sendo este efeito também válido para chefes)...

Eu só estou arranhando a superfície deste jogo ainda, mas todos os elementos randômicos, o gameplay que lembra bastante a série Zelda, com salas secretas e usar bombas para revelar estas salas.

Com a diferença de ter realmente uma recompensa valiosa nestas salas, e não um baú de rupees.

Review: Prototype 2




Um dos jogos que mais me diverti quando tinha o PS2 e que infelizmente vi poucas pessoas realmente apreciar foi Hulk – Ultimate Destruction, da Radical Entertainment. Era um jogo estilo sandbox em que você era ninguém menos que o motherfucking Hulk, com direito a ter upgrades liberados a partir de orbs que você ia coletando dependendo de quanta destruição você fazia e quantos inimigos destruía.

Daí, anos depois, este estúdio resolveu levar os conceitos que aprenderam com Hulk para a nova geração com Prototype, um jogo que você era o protagonista mais chato de todos os tempos que permitia você consumir uma velhinha, se disfarçar usando a aparência dela e dar voadoras em helicópteros. Era um jogo “legal”, com o gore usado de forma tão exacerbada que passados 10 minutos de jogatina você está dessensibilizado com qualquer tipo de desmembramento exibido na tela.

Em comparação ao jogo do Hulk, eu sempre achei Prototype bem inferior. Não tinha nada de impressionante graficamente, a cidade de Nova York mostrada no game parecia ter 5 táxis para cada habitante e em geral o game era meio repetitivo, com missões que consistiam apenas de enfrentar militares DUMAL que mal aguentavam um soco e algumas criaturas infectadas que mostravam ser um certo desafio. Entretanto, surpreendentemente, a evolução do personagem principal (Alex Mercer) culminava com ele percebendo que não se tratava realmente de Alex Mercer, e sim do próprio vírus que resolveu assumir aquela identidade e memórias porque foi a primeira pessoa que dominou.

Já em Prototype 2, há uma nova epidemia e um novo protagonista: James Heller. Um soldado negão mothafucka que resolveu substituir todas as vírgulas que teriam na sua fala pelas palavras “bitch”, “motherfucker” e “shit”. Ou seja, um Samuel L. Jackson wannabe. Ah sim, nesse jogo, o vilão é o protagonista do jogo anterior, Alex Mercer, que dá os poderes ao novo protagonista depois deles se encontrarem e James Heller tentava matá-lo com uma faquinha. Eu não sei se vocês concordam mas tentar matar com uma faquinha um cara que tem uma lâmina gigante que vai do ombro até os dedos não parece ser a melhor das ideias.

A cidade de Nova York é dividida em três zonas: Verde, Amarela e Vermelha.

Verde: “Olá caro cidadão, pode seguir tranquilamente com sua vida que as chances que um monstro gigante apareça e faça um colar com seus órgãos internos”.

Amarela: “Pode ser que você cruze com um ou outro zumbi no caminho para o trabalho, com o eventual monstro carniceiro que consegue saltar prédios num único salto lhe perseguindo. Quase uma segunda-feira”.

Vermelha: “TEM INTESTINOS BROTANDO DOS PRÉDIOS”.

O jogo segue uma fórmula parecida com o anterior, com um certo foco no deslocamento pela cidade usando as habilidades que você consegue destravar acumulando pontos de experiência (que são dados para cada inimigo que você mata) quanto realizando diferentes tarefas pela cidade, como achar caixas-pretas com mensagens gravadas entre soldados ou desmontar operações de campo matando todo mundo que estiver marcado. Também tem missões opcionais que podem ser iniciadas quando você consome algum soldado que estava envolvido com essa missão e consegue ver pelas memórias dele o briefing dessa missão OU acessando um terminal móvel.

Em geral, o jogo diverte mas nunca os soldados normais conseguiram ser uma ameaça, mesmo quando chegam reforços com helicópteros equipados com mísseis e metralhadoras. Na realidade, quando chega um helicóptero e você tem a habilidade de tomar as armas dele ou até mesmo de pilotar o helicóptero, você faz é achar bom. Na realidade, os inimigos humanos são verdadeiras pombas lesas. Não conseguem perceber que alguém do seu lado foi consumido, desde que quando você checou no momento que ia consumir o alvo estava “branco” (isto é, sem ninguém vendo). Na realidade, você só entra em conflito se realmente quiser, já que ninguém nunca nota seu disfarce e ser detectado é preciso você praticamente fazer crescer do seu braço um tentáculo gigante para eles ficarem no mínimo desconfiados. Ou seja, I.A. desse jogo não é a mais brilhante.

Já contra os infectados, o negócio muda de figura. Você DEVE esquivar ou usar seu escudo para se proteger dos ataques ou será muito facilmente morto. E neste jogo os inimigos tentam mesmo te cercar e não tem problemas em vários deles te atacar ao mesmo tempo, além deles serem mais variados. Os Brawlers são mais rápidos e utilizam garras para atacar, enquanto os Juggernauts (acho que era assim o nome desses bichos) usam os seus braços como marretas. Mais a frente no jogo você começa a lidar com os Evolved, seres humanos que foram infectados pelo Alex Mercer para te enfrentar que são bem mais ágeis e possuem diferentes habilidades, como implantar em você uma bio-bomb e chamar outros monstros, além de serem bem rápidos. Finalmente, tem o Goliath mas esse bicho você só enfrenta umas 3 vezes (incluindo side-missions) e toda luta com ele é seguir o mesmo padrão.

Aliás, “seguir o mesmo padrão” é a ordem deste jogo. O que eu escrevi acima é TUDO O QUE VOCÊ IRÁ FAZER NO JOGO. Com a desvantagem que por algum motivo, dar voadora nos helicópteros ficou mais difícil.

Entretanto, queria comentar rapidamente do final do game que eu realmente... gostei! Não quero dar spoiler, mas com a quantidade absurda de chefes estilo QTE que vemos nos jogos ultimamente e que raramente fazem você usar todas as habilidades aprendidas, é bom ver um jogo que faz você realmente usar as armas que ele te dá durante o game no final. Além disso, mais lutas precisam ter alguém gritando “You bitch ass nigga” enquanto surra outra pessoa.

Apenas fico triste em saber que, poucos meses depois que Prototype 2 foi lançado, a Radical Enterteinment foi fechada pela Activision, mesmo o jogo vendendo relativamente bem. Vão lá no site deles e vejam quantos outros jogos ela fez desde 1991 e percebam como ela teve sua importância na história dos games.

Enfim, pra finalizar, peguem esse game se estiver custando uma mariola. Ou de graça, como peguei na plus. Mas a jogatina até que vale.


Bem vindo!

Olá caro visitante! Neste blog, pretendo postar minhas impressões dos jogos que já joguei ou que estou jogando no momento. Eventualmente, irei discutir algum ponto de game design que eu considere interessante mas principalmente irei fazer curtos e simples reviews.

Minhas análises não costumam ser técnicas, são simples e puramente minhas impressões como jogador dos jogos que eu chegar a terminar. Não tomem minhas opiniões postadas aqui, extremamente pessoais, como uma verdade absoluta sobre como um jogo deve funcionar.

Bem, é isso, espero que o blog agrade você, caro visitante. Não se acanhe em deixar um comentário (desde que não ofenda gratuitamente alguém, apenas use o bom senso).

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